
Tranqüilo
Junho 18, 2008Era uma vez um garoto tranqüilo. Não tranqüilo quieto, ou tímido, ou discreto, ou bom garoto exemplar. Nada disso. Era tranqüilo e ponto.
Tão tranqüilo que um chihuahua podia estar agarrado na sua perna que ele não se alterava.
“Deixa ele, coitado. Tá doendo não.”
E a tranqüilidade do garoto ganhou fama: todo mundo queria conhecer o cara que não se importava. Não porque admirassem isso – achavam ele um tolo -, mas porque é útil ter alguém assim por perto.
Alguém que não responde quando você critica para mostrar superioridade, que sorri quando você deixa pra fazer tudo em cima da hora e fica de mau humor, alguém que nem percebe quando se você atrasa.
O cara tranqüilo entende que você é absolutamente insuportável e aceita o fato. Tranqüilamente.
…
Até o dia que encontraram um chihuahua com a cabeça esmagada atrás do sofá.





Eu senti falta de você ter um blog por conta desses seus momentos. E dos seus outros momentos também. Bah, eu gosto das coisas que você escreve, é fato.
Eu não sou muito diferente disso não, pra te dizer a verdade. Nunca matei chihuaua (infelizmente), mas já atropelei e chutei pombo! Vou te linkar também.
Concordo com o João. Gosto das mensagens que seus textos passam. Encaixam perfeitamente no cotidiano. (rs) Aguardo o dia em que você lançar um livro com a coletânea. (rs) Beijos. Parabéns pela retomada bloguística.
nossa, sou eu!